Terça-feira, 12 de Fevereiro de 2008

Escondida entre as serras

Escondida entre as serras, a aldeia parou no tempo e espera por nós.
No carro alcançamos lentamente o caminho que nos leva até ao nosso destino. A quinta é muito agradável para quem gosta de se render aos encantos da natureza. Mais agradável se torna quando descobrimos o nosso quarto, quente e acolhedor, permitindo vislumbrar os encantos da serra. A lareira acesa atrai-nos com o seus braços quentes de lenha seca, a estalar.
Está a chover lá for a o que torna o momento ainda mais intimo. A dona da casa deu-nos a chave e foi-se embora. Durante dois dias estamos incomunicáveis, sem contacto com a realidade, num ambiente criado especialmente para nós. Sentámo-nos nas almofadas junto à lareira enquanto falamos da paz e serenidade que o momento proporciona.
É fim de tarde, a luz vai desaparecendo e o sol com ela. Olho para ti, à luz da fogueira, linda… Apanho-te o cabelo e sinto um calafrio na espinha. Sei que és tudo o que quero.
Fazemos amor ali mesmo, calmamente. Tocar-te é um dom divino, cheio de emoções. A vontade é que nunca mais acabe. Quero conhecer o teu corpo todo, saber ao detalhe tudo sobre ti…
Faz-se tarde e dá-mos por nós abraçados um ao outro, usufruindo de uma paz e calam intrigantes. Nada importa, nada atrapalha. A vida faz sentido.
Afago o teu cabelo que desliza sobre a minha mão e sussurro no teu ouvido AMO-TE. Nunca esta palavra fez tanto sentido, nunca tinha encontrado um lugar onde esta peça encaixasse tão bem.
Juntos, na cozinha preparamos qualquer coisa para comer, entre beijos e abraços, entre palavras e gestos, entre amor e carinho, entre eu e tu que somos um.
Adormecemos na cama enorme que nos abraça e a noite começa, calmamente o seu embalar para nós. Acordo de noite assustado com o vento. Tu estás ao meu lado, a dormir sobre o meu peito. O teu rosto torna-se mais belo à medida que o exploro. O meu desejo é proteger-te e esta palavra ganha outro sentido. Acaricio-te o rosto, os olhos, os lábios grossos. Observo o teu pescoço, fino e elegante, sensual que pede as minhas carícias. Beijo-te os lábios longamente, sorvendo toda a intensidade do momento.
Tremo. De exaltação.
Quero amar-te, sentir-te em mim hoje e sempre.
Beijo-te o corpo, começando pelos ombros, lindos, o peito, pequeno e jovem, com curvas suaves e simples, a barriga que ondula ao sabor da tua respiração. És a visão de uma vida, da minha vida…
Acordaste com o meu toque e sorriste… o momento não tem explicação…
Está a amanhecer, aguardo o teu acordar, antes que o do sol. Enrolo-te num cobertor, e juntos, vamos ver o nascer do sol. Juntos, vamos nascer…
publicado por jangadadecanela às 11:10
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Sexta-feira, 8 de Fevereiro de 2008

O inicio (ou o fim)

Chove lá fora. O mar está calmo, ouço-o confidenciar ao sol os seus sentimentos pela lua. Estou sentado nas escadas da varanda branca, como faço todas as manhãs desde que para aqui vim. É a minha maneira de dizer bom dia ao mundo. Fico aqui um pouco, num momento em que o tempo passa devagar, ao ritmo dos meus pensamentos. Aproveito para sentir o dia que aí vem. Tenho as mãos na minha caneca que faz do meu café algo especial e único todas as manhãs. Não me imagino viver sem ela. Com ela partilho um pedaço da minha vida todos os dias.

 

Partilhar... Conceito simples de intimidade adquirida, de amor escondido, de felicidade alcançada.

 

Bebo mais um gole do meu café quente, intenso, que aos poucos me vai acordando. Aproveito para me levantar e sigo em direcção à cadeira que dá para a praia. Aí me estendo em companhia de todo o meu ser.

 

Chove. Sinto na pele as carícias da chuva fria. No céu nasce uma história contada pelas nuvens, num cenário sempre em mudança. Sinto Paz. Uma paz amadurecida pelos anos, moldada pelo amor. Ainda consigo sentir a paz, o calor e o aconchego que senti quando te abracei pela primeira vez.

 

Mas não muito longe vai o tempo em que a paz era apenas um momento.

 

A minha alma foi em tempos uma alma perturbada, irreverente, inconformada, sem destino. Procurava a felicidade no amor e na paixão, na intensidade e na luxúria, como um peixe que nada contra a corrente sem saber para onde ir. Comecemos pelo início, pelo dia em que te conheci...

publicado por jangadadecanela às 18:02
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