Sexta-feira, 5 de Setembro de 2008

Tudo me leva a ti

 

Lá fora chove copiosamente, as gotas fortes sentem-se na mesa, como de um tic-tac de um velho relógio de parede se tratasse, um como aquele que ainda recordo, pendurado na sala dos meus avós e que me perturbava as noites de criança. Engraçado, hoje sinto saudades desse relógio... talvez não seja do relógio que sinta saudades.. No lago desenhado por entre as árvores enormes que se vão despindo com a força da chuva vejo três patos brancos que brincam. Fazem-me lembrar tempos de menino, de galochas e kispo quentinho, a chapinar nas poças dos passeios que circundavam a casa dos meus pais. As folhas que caiem das árvores serpenteiam numa dança lenta até que gentilmente acariciam a água e ali ficam, a navegar.
Aqui respiro o ar puro de um local que já me diz muito. Foi aqui que vim ter contigo pela primeira vez por impulso, por saudade, por sentir que me estavam a arrancar o coração com as mãos e tu não estavas lá para os afastar. Nesse dia sentamo-nos aqui ao lado. Não posso ir para lá agora, o espaço está encharcado mas encontrei um cadeira mesmo ao lado, dentro do chalé. Faço de conta que estou ali, à tua espera. E estou, aqui estou à tua espera, virado para as escadas monumentais na entrada. Imagino-me um baile real em que eu cá em baixo aguardo ansiosamente a aparição da princesa no cimo das escadas do palácio.
Espaço acolhedor este com lareira no centro. Consigo fechar os olhos e imaginar este espaço numa noite de inverno, de frio petrificante lá fora e de calor cá dentro. Calor de uma luz de fogo de dois corpos entrelaçados sobre almofadas do tamanho do mundo, os nossos corpos em tom de sol alimentados por outra luz, quente, crepitante, da madeira colocada a arder lentamente na pedra fria da lareira. Sim, eu sei, adoro espaços intimistas. Amo momentos intimistas. Curioso como o meu coração encontra uma paz fundamental ao teu lado. Uma paz que se transforma no calor da paixão e regressa para que possa absorver verdadeiramente o que sinto por ti. Já o disse antes. Estás em mim e de mim já fazes parte. Fico a contemplar os teus traços ao pormenor, posso ficar horas a fio assim, o tempo deixa de andar e eu, eu só tenho olhos para ti. Desenho o teu cabelo em mim, primeiro com os olhos, depois com as mãos. Mãos que sentem e se alimentam de ti. Pinto o teu rosto com os dedos, tremo só de pensar nos teus lábios. Se fito os teus olhos numa fracção de segundo perco a noção da realidade. Não é história, já me aconteceu mais do que uma vez. Dou por mim preso em ti, em algo que não sei explicar e que termina com um suspiro, tal é a energia que se acumula no meu coração. Agora Amor, podia continuar a falar de ti sem parar como quem fala de amor e tem sempre algo mais para dizer… E tu és assim. Interminável para mim. Por isso vejo um caminho que quero seguir contigo, um caminho de aprendizagem, uma vida…
publicado por jangadadecanela às 13:07
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Quinta-feira, 4 de Setembro de 2008

Laços

 

Com sono, desperto
Perfume teu que liberto
Torna-se o ar um modo de sentir
Mergulho no mar em que tu vais emergir
 
Não vejo nada, encontro o teu nome
A tua imagem que mata a minha fome
 
Sozinho, liberto este sentir
Toco em mim à procura de ti
Ainda agora vi a tua mão
Lá fora,
Pede abrigo ao meu coração
 
Peito aberto, peço-te para entrar
Dou-te a chave, esperança de ficar
 
Espero e fico a contemplar
Nas ondas do ar o som que me faz sonhar
Privilégio, este de te ter em mim
Amor que cresce e que não tem fim
 
Emocionado, neste teu ar
Que ondula em mim a cada respirar 
Perfume teu, sentido meu
Que me esta a anestesiar
Rendido, momento de amar
 
Perdido, encontro-me
nos teus laços de Mulher
publicado por jangadadecanela às 10:01
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Quarta-feira, 3 de Setembro de 2008

Mundo Poema

 

O meu mundo é um poema
Em que o amor é o tema
 
No meu mundo tenho versos
São caminhos diversos
Todos eles me levam a ti
Desde o dia em que te senti
 
No meu mundo encontro palavras
São desafios constantes
São momentos, são instantes
São peças de vida encantadas
 
No meu mundo junto letras
Todas elas te são entregues
Elas são eu e são tu
São essência, são o nós nú
São tão cheias, são tão leves
No espaço são cometas
 
O meu mundo que é um poema
Não é meu mundo se não for teu
 
O nosso mundo é um poema
Em que o amor é o tema
publicado por jangadadecanela às 12:03
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Terça-feira, 2 de Setembro de 2008

Silêncio

 

Se eu não for nada, tu serás tudo para mim

Se eu for tudo, tu serás a minha razão de ser

 

publicado por jangadadecanela às 12:42
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Segunda-feira, 1 de Setembro de 2008

Amor

 

Nos pequenos e grandes momentos
Na loucura ou no dia a dia
Este amor que é tudo o que quero
Magia composta de sentimentos
Que emergem em pura energia
 
Amor de paz, Amor bandido
Amor de harmonia, de sintonia
Amor que me deixa por ti perdido
 
Amor de tempo que invento
Amor que voa sempre leve
Amor este que se inscreve
Sobre o seu próprio tempo
 
Amor de rituais, amor de rotinas
Porque não? Amor de taras e manias
 
Amor de planos, amor de ideias
Amor de dias pensados as meias
 
Amor meu, amor teu
Amor nosso que nasceu
Amor de silêncio, Amor que dá voz
Amor que já faz parte de nós!
publicado por jangadadecanela às 10:50
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