Quinta-feira, 5 de Junho de 2008

A seu tempo...

João e Ana estavam casados há três anos. Tanto um como outro têm uma vida agitada, recheada de necessidades de disponibilidade adicional para com os seus empregos. João é um gestor de cliente de uma empresa de serviços de consultadoria, para quem o tempo não se mede em horas, dias, noites ou semanas mas sim em datas de inicio e fim de projectos. Ana é tradutora e constantemente tem que viajar para fora do país, em comitivas empresariais. Esta realidade, dura para muitos, é vista por eles como um desafio constante ao seu amor. Três anos antes, quando decidiram dar o nó, aceitaram também este modo de vida. A verdade é que os vejo, ainda hoje, a namorar (e isso já é um feito) com uma cumplicidade como se estivessem ainda a conhecer, apaixonados pelas descobertas que se permitem, cada vez que se encontram. Quando os encontramos ali no parque, estão sempre no mesmo canto (acreditem que para mim até já é estranho ver lá outras pessoas, é como se tivessem reservado aquele banco de jardim). João gosta de ficar sentado, reclinado, como se a dizer ao sol para não ter medo de entrar por ele dentro. É vê-lo com o seu bloco A4 e lápis a sarrabiscar ou então agarrado à maquina fotográfica à procura de pormenores no parque para registar. Ana gosta de se deitar no banco, de cabeça apoiada nas pernas do João, com as pernas semi-flectidas e de óculos escuros, ficar ali a ler. De tempos a tempos, param o que estão a fazer para trocarem um toque, um beijo, um carinho. Não um carinho a correr, algo inconsciente que fazemos sem pensar mas um carinho que se prolonga no tempo, que espera, que se sente e que regressa ao seu poiso. Será que encontraram o segredo para a felicidade? Não pode ser, isso não existe…

 
Seguindo uma sugestão da Maria, num dos seus últimos posts aqui na Jangada e como forma de nos conhecermos melhor, desafio-vos a terminar este texto, demore o tempo que demorar…
publicado por jangadadecanela às 12:09
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15 comentários:
De jangadadecanela a 5 de Junho de 2008 às 12:41
Olá Joana...

Concordo contigo, é um factor que pode ajudar, mas a base tem que ser forte caso contrario, podem ser mais as "queixas" do que o aproveitar do pouco tempo que se tem...

Expectativas, no limite, será depende das expectativas que criamos?

Abraço
Luís
De pingodemel a 5 de Junho de 2008 às 12:47
...será que não serão as expectativas que por vezes estragam tudo? ... eu acho que não se devem criar expectativas, apenas aproveitar o momento...e isto já sou eu a divagar...até porque sou mulher e nós temos uma queda para criar expectativas :)
De jangadadecanela a 5 de Junho de 2008 às 13:35
não sei Joana, mas ja estive em situações em que as expectativas destruiram momentos que poderiam ser muito bons... em vez disso foram um desastre...

um abraço

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