Quinta-feira, 27 de Março de 2008

Onde estou eu?

No “O Banquete” de Platão, este afirma que no inicio dos tempos todos os seres humanos eram hermafroditas. A uma determinada altura Deus separou os sexos e deixou-os a vaguear pelo mundo. Assim, o objectivo da nossa existência seria procurar a outra parte de nós mesmos, esse alguém, que será aquele ou aquela que nos amará e nós amaremos, incondicionalmente, a nossa alma gémea.

 

Formulei então a minha teoria:

 

Imaginemos duas rodas dentadas de um relógio, que têm que trabalhar sincronizadas uma com a outra, uma dependendo da outra em igual importância. Se uma ganhar uma folga, por mais infíma que seja, inevitavelmente a outra sofrerá com isso e o sincronismo, de tão perfeito que é, será abalado e o relógio não mais dará as horas correctas.

 

Poderemos ver as duas pessoas no mito de Platão como as duas rodas dentadas do relógio perfeito? Cada engrenagem de uma foi feita para encaixar perfeitamente na engrenagem da outra. As duas rodas dentadas juntas formam um mecanismo, um ser uno, em perfeito equilibrio, psiquico, intelectual, fisico, sexual, moral. Um é o complemento do outro, os dois são um só.

 

Mas o mundo é tão grande que se ficarmos à espera do ser perfeito que nos permitirá sentirmo-nos completos corremos o risco de ficarmos sozinhos. Mesmo assim ainda há quem sinta ter encontrado essa outra parte de nós, e outros há que têm a certeza.

 

Levando ao dramático... Imaginemos as mesmas duas rodas dentadas, separadas uma da outra, unidas a outras duas. 

Continuam a trabalhar, o mecanismo continua a funcionar e o relógio continua a dar horas.

Mas de vez em quando vai ser preciso acertar as horas porque a mais infima folga nas engrenagens irá gerar, ao fim dos milhões de voltas que vão dando, uma modificação na posição dos ponteiros que por sua vez vão alterar algo tão importante como o Tempo, o tempo que marca o ritmo de toda e qualquer vida à face da Terra e do Mundo. Se estas rodas tivessem sentimentos, seriam infelizes.

Não sendo capazes de dar as horas certas, acabariam por se sentirem frustadas, sozinhas apesar de estarem juntas, a sua harmonia foi perturbada e nada será como dantes…

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publicado por jangadadecanela às 13:11
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De Maria João Brito de Sousa a 11 de Abril de 2008 às 15:06
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