Paro. Por instantes senti-te aqui. Muito ao de leve, um aroma doce, um trago de ti. Rodo sobre mim de olhos abertos procurando a tua sombra em qualquer espaço visível mas não te encontro.
Encontro as folhas verdes das arvores que rodopiam ao sabor do vento e me levam até ti naquele momento em que dançavas deliciada ao sabor de uma musica que amas;
Encontro uma montra de objectos cujo objectivo a que se destinam me levam até ti pela admiração que tenho pelo teu trabalho, pela tua forma de agarrar a vida;
Encontro um calendário de onde saltam números que me transportam para momentos em que morri a amar-te em todos os instantes que passei ao teu lado para que depois docemente ressuscitasse no teu abraço;
Encontro um vento que me acaricia o rosto e logo me entrega o teu ar quente sobre a minha pele que me faz arrepiar a alma;
Encontro um cabelo poisado sobre a minha camisa que me recorda o momento em que nos abraçamos num lago de saudade até que o mesmo secasse sob nós;
Encontro a tua voz que me aprisiona em voluntariado. E Amor, tu sabes o quando adoro a tua voz, o timbre que cativa, a energia que emociona, a alegria que contagia. E a noção do tempo que se perde.
E as minhas pernas cedem. O meu sangue parece que parou só para te ver passar, instala-se uma estranha fraqueza que pede apoio e o coração dá um jeito de si. Suspira e solta o teu nome sobre mim que me cobre e me preenche, desde a pele até à alma.
Ainda parado me apercebo que nunca saíste daqui. Apenas te senti mais intensamente por um momento. A brisa do mar colhe mais alguns metros que passam por mim e novamente te sinto colada a mim. Entendo. Interiorizo. De olhos fechados agora rodo sobre mim à tua procura. E encontro-te no perfume que resta em mim e que sobrou do beijo doce da manhã. Suspiro. Expiro. Solto este ar que me devora de saudade e ao mesmo tempo me alimenta de ti.
E sorrio. Sorrio tantas vezes. Tantas vezes quantas as vezes em que uso as letras que constroem as palavras que te dizem o quanto eu gosto de ti. E por muito que as use, elas estão sempre novas.
À minha volta existe um mundo. Nesse mundo existes tu. E existes a partir de uma certeza, a certeza de que, em qualquer lugar que eu esteja, olhe para onde olhe, te veja sempre, a ti, o meu Amor.
De
Tixa a 12 de Setembro de 2008 às 22:03
olá Luís
vou levar este post comigo se nao te importares claro...
vejo que este amor é meso para durar (espero que sim) :)
um grande abraço e bom fim de semana
Olá Patricia,
Eu não me importo (dado que ele não me pertence... eu apenas sou o corpo e a mente que aloja um lindo sentimento e este blog é um mensageiro em forma de palavras deste sentir... Ela é a verdadeira detentora deste texto bem como do meu amor... ) mas penso que ela também não se importa ;)
... é o que mais quero... é que este amor dure... dure... dure...
um grande abraço e bom fim de semana
Luís
Olá Luis
Bom... bom mesmo, ler-te assim em prosa.
Lindo texto, só o amor consegue fazer-nos assim poeta. Inspiração extrema.
Um beijo
Ausenda
Olá Ausenda!
Obrigado :) Com tantos elogios, ainda acabo por escrever mais em prosa... Quanto à inspiração... quando ela tem nome e até do nome nos apaixonamos, o resultado só pode ser este... escrever, escrever, até que os dedos me doam...
um abraço
Luís
De Eu a 15 de Setembro de 2008 às 00:56
eu tenho um amor. um amor eterno, do início da criação. e ler-te, devorar todas as tuas palavras durante duas horas, numa só noite, ao som dos recém-descobertos Hammock, fez-me reavivar o sonho. este sonho que tenho de que quem amo me ame também assim. há muito que não lia nada com tanto interesse, do princípio ao fim. fizeste-me sonhar que seria Ele, o Amor, a Amar-me, e a escrever para mim!
grata, grata, grata!
Olá!
Fico muito contente por teres gostado de passar aqui algum tempo... e mais contente ainda por perceber que ainda há vontade de acreditar, de sonhar...
Hoje em dia vemos muitas vezes os sonhadores serem apelidados de loucos... para mim... parto do principio que são visionários... depois logo se verá...
obrigado pelas tuas palavras,
Abraço,
Luís
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